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Simulação de civilização / gestão de recursos

Egypt: Old Kingdom

Nota editorial: 6.9/10 — Ambientação histórica bem documentada, com o Primeiro Período Intermediário como pano de fundo real.

Os primeiros trinta minutos

Egypt: Old Kingdom começa em Mênfis, no ano 3500 a.C., e não esconde a ambição: o jogador assume uma das encarnações de Hórus e guia seis dinastias sucessivas através de guerras, escassez e construção das primeiras pirâmides. As primeiras trinta jogadas são sobretudo leitura — cada turno apresenta uma situação em texto (uma colheita fraca, uma disputa entre nobres) seguida de duas ou três escolhas. Quem espera um simulador visual ao estilo cidade isométrica estranha o formato; quem gosta de livros-jogo sente-se em casa quase de imediato.

Por que gostamos

O que sustenta o jogo é a pesquisa histórica por trás do texto: os nomes das dinastias, os conflitos com Set e a menção ao Primeiro Período Intermediário como consequência, não como cenário decorativo, dão-lhe um peso que a maioria dos jogos "com tema egípcio" não tem. É dos poucos títulos desta seleção em que se aprende algo de história real ao jogar.

Modos de jogo

A estrutura é toda por turnos e por texto — não há mapa para explorar em tempo real nem batalhas visuais. As "eras" funcionam como capítulos: gerir a economia, apaziguar nobres, decidir a forma e os materiais da pirâmide. É mais próximo de um simulador de decisões do que de um construtor de cidades clássico.

Controlos

Cada turno resolve-se com um ou dois toques — escolher entre as opções apresentadas. Não há gestos complexos nem necessidade de precisão, mas a quantidade de texto em ecrãs pequenos obriga a scroll frequente, e a tipografia não foi atualizada há vários anos, o que se nota especialmente em telemóveis com ecrã maior.

O que ler a seguir

Para quem quer a mesma ambientação histórica mas preferia ver as decisões a ganhar forma num mapa em vez de em texto, Anocris, também nesta lista, cobre esse território de forma mais visual — ao custo de exigir ligação à internet.

Prós

  • Ambientação histórica bem documentada, com o Primeiro Período Intermediário como pano de fundo real
  • Decisões por turnos que se leem quase como um livro-jogo
  • Funciona sem ligação à internet

Contras

  • Interface visualmente datada face aos concorrentes desta lista
  • Muito texto entre cada decisão, ritmo pode arrastar-se
  • Progressão trava com frequência a pedir para desbloquear a versão paga